
Se eu me sentir sono,
Se eu me sentir sono,
Se eu me sentir sono,
E quiser dormir,
Naquele abandono
Que é o não sentir,
Quero que aconteça
Quero que aconteça
Quando eu estiver
Pousando a cabeça,
Não num chão qualquer,
Mas onde sob ramos
Mas onde sob ramos
Uma árvore faz
A sombra em que bebamos,
A sombra da paz.
(20-4-1934)
(20-4-1934)
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Se eu, ainda que ninguém,
Se eu, ainda que ninguém,
Pudesse ter sobre a face
Aquele clarão fugace
Que aquelas árvores têm,
Teria aquela alegria
Teria aquela alegria
Que as coisas têm de fora,
Porque a alegria é da hora;
Vai com o sol quando esfria.
Qualquer coisa me valera
Qualquer coisa me valera
Melhor que a vida que tenho
- Ter esta vida de estranho
Que só do sol me viera!
(16-9-1933)
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